Ganhei um poema que é simplesmente PERFEITO!

15 mai
Catalogando uma flor
 
Linda, leve e solta
Desde a década de 80 já sabiam
Já descreviam perfeitamente
Junta-se a isso, dois belos globos
Verde-azulados ou
Azul-esverdeados
Há fotografias que permitem a discussão
Depende do cientista
Depende do poema
Depende do momento
Janelas da alma
Que traduzem todo um encanto
Ao mesmo tempo voraz e santo
Depende do poeta
Depende do poema
Depende do momento
Trata-se de um louca e bela aliteração
Sim, conectada a duas fases
De voltagem extrema
De vontade e dilema
De muitos porquês
Mas quer saber?
Isso que é bom
Isso faz a diferença
Entre ser ou não ser
Em partir ou ficar
Em dormir ou amar
Trata-se uma flor
Do encanto e do campo
Onde o xilema sãos suas palavras
E o floema os pensamentos
Nem precisei de Galápagos
Bastou uma noite enluarada
E uma grande montanha
Flor ainda não catalogada
Mas que eu mesmo batizo
Do Reino Plantae
Divisão Libriam
Classe Magister
Ordem Pulchra
Família Independens
Gênero Dulcis
Espécie Dulcis Dulcis
E subespécie Dulcis Dulcis Domina
Catalogado e publicado
 
                                        O Poeta

TÃO SIMPLES

13 mai

Estado de espírito

Sensações

Certezas

Independência

Carinho

Admiração

Desejo

Loucura

Visões

Sonhos

Realidade

Assim nasce o Amor

Que não é instável

Que não é medo!

                                Ane Pereira

Prisão Imaginária

20 abr

Na escuridão entre grades e formas

Rastejo-me a procura de luz

Prendem meus pés e sinto sede

Revivo o mito da caverna e quero gritar

Calam-me e sinto calor

Suplico liberdade

E ouço luta lá fora

Guerra em nome do conhecimento

Da humanidade

Do respeito

Um alívio…  verei o Universo

Como ele quer que sejamos

Possuidores de uma simplicidade devastadora

Doadores das sábias palavras

E solidários das silentes dores

Ouço conflitos

Relâmpago… uma morte, mortes

E meu voo em nome do Iluminismo.

 Ane Pereira

Imagem

Poema Pequenez

30 mar

Poema Pequenez

Os mesmos erros
A força ideal e falsificada
Em palavras sobreviventes
Em expressões especiosas
Reconhecimento da fragilidade
O que falta é Amor

Ane Pereira

A arte de amar

27 fev

Se queres sentir a felicidade de amar,

esquece a tua alma.

A alma é que estraga o amor.

Só em Deus ela pode encontrar satisfação.

Não noutra alma.

Só em Deus – ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

Manuel Bandeira

Psicopedagogia

31 jul

O Ensino da Matemática e a Escola do Século XXI

O principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que outras gerações fizeram.

Jean Piaget

Por Rosiane de K. Pereira*

O presente trabalho objetiva a uma reflexão sobre a Matemática não se tornar uma vilã na vida de nossos alunos e sim uma fonte de conhecimento para que o estudante saiba contar, comparar, medir, calcular, resolver problemas, construir estratégias, comprovar e justificar dados, argumentar logicamente, conhecer figuras geométricas, organizar, analisar e interpretar criticamente as informações e conhecer formas diferenciadas de abordar problemas.

Segundo Dante[1], essas são as funções básicas da Matemática, as quais promovem o exercício da cidadania.

Primordialmente, deve ficar claro aos professores, aos alunos e à sociedade que o problema da escola e o problema para os alunos não é a Matemática, a Língua Portuguesa, a Física, etc.

Sendo assim, começar-se-á com uma palestra a partir da apresentação de Viviane Mosé[2] em 2009 no Café Filosófico. A filósofa propõe ao telespectador uma reflexão sobre o formato da escola. Não é só o professor tradicional com seu giz e lousa que prejudica hoje, em pleno século XXI, o processo de ensino e aprendizagem do aluno.

Infelizmente a base escolar está ainda no seu molde ditatorial semelhante a presídios. Como uma escola pode exigir que seu professor seja mediador, autêntico e criativo se ele lida com os seguintes elementos dentro da nossa escola: Disciplina, grade curricular, prova, carteiras separadas e enfileiradas?

Como esse professor consegue viver na contradição da teoria com a prática? Pátio, por exemplo,vem de patere do latim que significa “aberto, amplo, visível”[3].

Entretanto o pátio o qual vislumbramos hoje significa Terreno murado, anexo a um edifício. Recinto descoberto, no interior de um edifício ou rodeado por edifícios.[4]

A fala da Viviane Mosé traduz perfeitamente o perfil da escola, o qual almeja a uma transformação, contudo ainda fragmenta o saber. Enquanto a escola estiver FRACIONANDO o conhecimento, ensinar Matemática, Ciência, História, será sempre um trabalho árduo para o professor cuja ideologia está atada ao esquema prisão, rótulo, fragmentação.

Essa reflexão precisa chegar ao educador, do latim educator (o que cria, nutre; diretor, educador, pedagogo), para que ele seja o agente transformador desse ensino retrógado.

E este pensamento é primordial para se suavizar os problemas que os alunos encontram com a matemática, assunto agora tema deste trabalho.

Não seria coerente falar diretamente sobre as tendências da matemática no ensino sem que se colocasse a raiz do problema. Agora que esta está esclarecida a partir das colocações de Viviane Mosé, iniciar-se-á as reflexões sobre a Matemática.

Lamentavelmente, a Matemática veio trazendo poucas paixões e muito ódio. Grande parte dos alunos não consegue lidar com o conteúdo lecionado em sala de aula e por achar aquelas contas “de outro mundo” acabam perdendo o interesse e, por conseguinte, a compreensão.

Luiz Roberto Dante[5] afirma que o saber informal da matemática que existe no nosso dia a dia precisa se incorporar ao trabalho matemático escolar, diminuindo a distância entre a Matemática da escola e a Matemática da vida. Quando o aluno perceber que aquele conteúdo visto em sala pode ser aplicado na casa dele, nos brinquedos dele, na rua, o desejo em conhecer mais sobre aquilo de certo aparecerá.

Para Dante[6], o motivo dos alunos detestarem a matemática pode ser atribuído ao exagero no treino de algoritmos e regras desvinculadas de situações reais.

Uma outra questão que afligi nossos alunos em relação à Matemática é a interpretação de texto e o professor precisa ter a sensibilidade de perceber em que o aluno está se equivocando, porque muitas vezes o problema não é com a Matemática e sim com a Língua Portuguesa. Dessa forma, o professor deve expor ao aluno qual é a real dificuldade dele para que este possa aprimorar os estudos naquele conceito e para que aquele possa reorientar o aluno. E caso o problema seja com a interpretação das questões, dos problemas, seria interessante que o professor de Matemática buscasse respaldo com o professor de Português, pois ambos poderiam criar atividades que favorecessem nas duas matérias. Tanto que o Dante em seu material didático aconselha aos professores que façam trabalhos interdisciplinares como a leitura de uma notícia de jornal com dados numéricos, pedir que os alunos formulem problemas com dados obtidos em folhetos, jornais e revistas e resolvê-los, pedir uma redação descrevendo como interpretam um gráfico presente em jornal ou em revista, a fim de aprimorar a interpretação de texto dos alunos. Inclusive até para se inserir a comunicação matemática na vida do aluno, é imprescindível a participação do professor de Língua Portuguesa.

“A língua materna é parcialmente aplicada no trabalho matemático, já que os elos de raciocínio matemático apoiam-se na língua, em sua organização sintática e em seu poder dedutivo”.  (STOCCO, Kátia; DINIZ, Maria. P.17)

Para Stocco e Diniz, o professor deve estimular seu aluno a se comunicar matematicamente em suas aulas, pois assim ele explorará muito mais o conteúdo e conseguirá organizar e conectar seus pensamentos para ter uma interpretação do conteúdo.

E ainda segundo as autoras:

Quando se trata de matemática, sempre que pedimos a uma criança ou a um grupo para dizer o que fizeram e por que o fizeram, ou quando solicitamos que verbalizem os procedimentos que adotaram, justificando-os, ou comentem o que escreveram, representaram ou esquematizaram, relatando as etapas de sua pesquisa, estamos permitindo que modifiquem conhecimentos prévios e construam novos significados para as idéias matemáticas. Dessa forma, simultaneamente, os alunos refletem sobre os conceitos e os procedimentos envolvidos na atividade proposta, apropriam-se deles, revisam o que não entenderam, ampliam o que compreenderam e, ainda, explicitam suas dúvidas e dificuldades. (STOCCO, Kátia; DINIZ, Maria. P. 17)

Dessa forma, a “escola seriada”, como Mosé retrata, afasta muitas vezes o professor da interdisciplinaridade e da contribuição das outras matérias. E o que fica para o aluno são pensamentos fragmentados, aulas fragmentadas, a ponto deste expor que prefere Matemática a Língua Portuguesa porque tem dificuldades em interpretar textos e em elaborar produções escritas. Esta concepção inadequada pode ser ainda mais desfavorável quando o próprio docente escolheu como profissão a área de exatas porque acredita que Língua Materna está distante do Ensino da Matemática.

A Produção de textos nas aulas de matemática cumpre um papel importante para a aprendizagem do aluno e favorece a avaliação dessa aprendizagem em processo.

Organizar o trabalho em matemática de modo a garantir a aproximação dessa área do conhecimento e da língua materna, além de ser uma proposta interdisciplinar, favorece a valorização de diferentes habilidades que compõem a realidade complexa de qualquer sala de aula. (STOCCO, Kátia; DINIZ, Maria. P. 29)

No capítulo três “Ler e aprender Matemática”, as autoras apresentam a importância do trabalho com a leitura nas aulas de Matemática como podemos perceber na seguinte fala:

… os alunos devem aprender a ler matemática e ler para aprender matemática durante as aulas dessa disciplina, pois para interpretar um texto matemático, o leitor precisa familiarizar-se com a linguagem e os símbolos próprios desse componente curricular, encontrando sentido no que lê, compreendendo o significado das formas escritas que são inerentes ao texto matemático, percebendo como ele se articula e expressa conhecimentos. (STOCCO, Kátia; DINIZ, Maria. P. 71)

As possibilidades de atividades dadas por elas são direcionadas para a Educação Infantil e para o Ensino Fundamental I, entretanto podem ser adaptadas ao Ensino Fundamental II e Médio como o Dicionário de Matemática, um quebra-cabeças de problemas (em que os alunos precisam organizá-los antes começar a resolvê-los), um jogo de associar o problema a sua operação, a análise de problemas para ser observar semelhanças e diferenças entre eles, a leitura de um poema para que os alunos possam ilustrá-lo por meio de formas geométricas, a problematização de um artigo de jornal ou revista e leitura de gráficos e tabela. Pressupõe-se que trabalhando dessa forma, o aluno possa se simpatizar com a matemática a ponto de ao seu redor, fazer observações pertinentes aos conteúdos abordados em sala de aula.

O livro do Luiz Roberto Dante, mencionado na referência 6, todos os professores de Matemática deveriam fazer a leitura. Um livro simples, com uma linguagem de fácil acesso, o qual fala sobre a resolução de problemas de matemática. E temos que priorizar esse conteúdo matemático, pois “o currículo da matemática deve ser organizado em torno da resolução de problemas” (NCTM – Conselho Nacional de Professores de Matemática EUA, 1980). Esse autor começa explicando o que é um problema, depois o que é um problema matemático para em seguida apresentar os objetivos para com esse assunto e sua aplicabilidade. E constata-se que para falar das situações problemas em primeiro lugar é preciso recorrer aos estudos das duas autoras mencionadas, porque a principal estratégia que o professor deve passar ao seu aluno para se resolve o problema é compreendê-lo, novamente voltamos para a união das duas grandes matérias das nossas escolas.

O professor pode utilizar os exemplos de problemas apresentados nesse livro de Dante para trabalhar em conjunto com a Língua Portuguesa. O trabalho será enriquecedor com as sugestões didáticas exploradas no livro.

A partir de todo o material coletado, fica visível que o professor é o agente transformador e que o ensino não deve ser tradicional da forma que ele foi educado. Por outro lado, o professor não deve achar que o bom ensino da matemática é só com jogos e aulas 100% dinâmicas. Certamente, o professor precisa se atualizar sempre para que ele encontre o sentido em se ensinar determinados conceitos e não cai no deslize de traumatizar seus alunos com memorização.

A forma como o construtivismo chegou ao Brasil ficou só na fala de estudiosos e houve uma ausência de estudos teóricos e reflexivos dentro das escolas. Simplesmente, a fala da direção e da coordenação, muitas vezes esteve embasada no “senso comum”, era contra o ensino tradicional e a favor de aulas dinâmicas para que o aluno se sinta autor de seu processo de aprendizagem.

Porém a defasagem de leitura no Brasil não está só com as crianças, com os adolescentes, com os jovens, está também com os adultos e infelizmente com os profissionais da Educação, os quais em sua maioria reproduz a fala da direção ou critica esta fala por acomodação.

De fato o ensino dos conteúdos na escola precisa ser repensando, entretanto a reflexão só chega ao seu ápice a partir de leituras e de um currículo escolar diferenciado para que o ensino possa ser construtivista na sua totalidade.

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*Rosiane de Kassia Pereira, aluna do curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia da Universidade Metodista de São Paulo e graduada pela mesma Instituição no curso de Letras Português/Inglês.

Bibliografia

 

DANTE, Luiz Roberto. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. Ed. Ática 1995.

DANTE, Luiz Roberto.  Tudo é Matemática. Ed. Ática – Material didático de 6º ao 9º ano. Material Didático.

STOCCO, Kátia Smole; DINIZ, Maria Ignez. Ler, escrever e resolver problemas – Habilidades básicas para aprender matemática. Ed. Artmed 2001.


[1]Dante, Luiz Roberto.  Tudo é Matemática. Ed. Ática – Material didático de 6º ao 9º ano.

[5] Idem referência 1.

[6] Dante, Luiz Roberto. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. Ed. Ática. P. 13

A necessidade do SER

30 mai

As fotografias e um telefonema são limitados

Quando se tem um abraço acalentador

Um olhar fixado em sua face, na míngua

Uma fotografia é uma lembrança

Um telefonema, uma distância

E um ser, uma prospecção para ser continuamente…

Ane Pereira

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