Fifth Day

26 jul

 

Hoje as aulas foram bem legais. Na escola há, como na Metodista, a famosa Tutoria, só que aqui a professora chama um por vez e lhe atribui uma nota.

E algo sensacional foi ver os turcos e árabes não reconhecendo letra cursiva… Eles viram minha lição de classe e me deduraram para a professora dizendo que estava tudo em português…rs… Mas era a famosa letra de mão.

Conhecer turcos e árabes está sendo uma experiência e tanto, porque a cultura deles é totalmente diferente da nossa…. não é a toa que nem todas as mulheres árabes podem fazer intercâmbio como os meninos… E eles são muito bem humorados e sem beber… Como é sexta-feira fui conhecer a noite de Cape Town e vocês não podem imaginar o que são esses árabes num PUB… É muito divertido e eles me ensinaram a dança deles… Muito Boa… Ainda não sei direito, mas prometo que mostro a vocês.

Eles não param um minuto…. deve ser por isso que são proibidos de beber…rs

Em compensação fumam a valer… mas estão perdoados porque são obrigados a beber água e coca-cola e pela primeira vez ouvi alguém dizer “Ane, no drink” quando eu estava pegando minha segunda cerveja… Parece um crime beber… Mas ontem eles viram brasileiros bêbados, hein… Mas qualquer um diz que eles também estavam bêbados… É um povo muito animado. Parabéns aos meninos da Arabia Saudita!

E todos vibram quando toca a música do BOPE! O som brasileiro tem carisma…

Fourth Day

26 jul

 

O tempo passa rápido aqui também. E ainda não sai à noite porque tenho que acordar cedo para ir à escola.

É preciso empenho, pois sou a única na minha classe a falar português.

Estou gostando do intervalo e dos términos das aulas, há várias línguas sendo faladas ao mesmo tempo dentro do seu grupo. Ouço de tudo e os estrangeiros nos ouvem e não compreendem nada, nada e ficam admirados com nossa língua.

É uma língua muito bonita e expressiva e o espanhol se aproxima disso. Mas falta carisma e sensualidade…. I have a nice day except to the food with very chilli.

Aqui fico perdida quanto ao tempo… não tenho certeza qual o dia do mês.

By Me

Cape Point – South Africa

18 jul

Dois oceanos se encontram

assim como minha dor e meu êxtase.

Sentir Cape Point foi enrolar meus eus

num lenço embranquecido com

pinceladas do azul, do laranja

e da minha cor.

Índico e Atlântico contemplados

e meus pés agradeceram minha visão

Guardar o que meus olhos podem ver

é embutir em mim todos os sentidos

em uma só visão real de mundo

O mundo dos lenços caracóis

Sei o que vi

Só sei que não escreverei,

nem pintarei duas águas

misturando-se como meus verdes

me fotografou.

Esquerdo - Índico / Direito - Atlântico

17/07/2011 Ane

Third Day

6 jul

05/07

Meu primeiro dia de aula…. Na minha sala tem um russo, uma angolana, turco e árabes muitos muitos…. Percebi que em países mais pobres o inglês é mais difícil de ser aprendido por conta da educação…. a Angola é bem parecida com o Brasil… Educação não muito boa e o inglês não é enfatizado.

Agora, espanhóis, alemães e italianos pegam muito rápido o aprendizado, entendem tudo… Por falar em Itália… Jamais deixo meu namorado fazer um intercâmbio sozinho… o que tem de mulher bonita aqui…. parece que saíram de capa de revista… muito bonitas…

E como a gente daqui fuma…. Muitos alunos jovens também… a galera de 17, 18 anos põe de todas as formas a liberdade precoce… e o pior que o cigarro daqui é insuportável… cheiro forte e ruimmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm.

Até o brasileiros fumantes não gostaram do cigarro daqui, mas fumam só para manter o vício…

Voltando às aulas, minhas professoras são boas e minha classe é bem legal…. todos só se comunicam em inglês…. É a única língua que nos une…rs

Depois da aula comi num restaurante irado… é um bazar de comida, tem vários tipos… achei bem oleosa, mas melhor que pão com molho vermelho apimentado.

Comi bastante porque iamos fazer uma caminhada na Lions Head… Lá tem o melhor pôr do sol que já vi, a sensação é inexplicável e não tem preço… não trocaria por nada minha vida neste momento e chegando ao topo da trilha não trocaria a minha vida por nenhuma outra… Deus sabe o que faz e não me trouxe aqui por acaso… pareço viver um mundo paralelo e não entendo quando conheço brasileiras a reclamar de tudo isso que é belo… Talvez ainda não tenha feito efeito o que Deus quis mostrar a elas ou talvez elas não estão com o espírito amadurecido para olhar a grandiosidade de Deus…. até mal do inglês das pessoas daqui elas falaram… Poxa, porque não foi para a Disney? Porque aqui é mais barato… Pararam aqui pois era o intercâmbio mais barato de inglês, mas deveriam saber que aqui jamais iriam escutar o inglês dos Estados Unidos… E esse é o inglês certo tenho que informar a todos que a preconceito linguístico no mundo inteiro, infelizmente a falta de conhecimento cega a maioria das pessoas… Que pena!

Mas espero que ao final de tudo isso, essas pessoas saiam daqui querendo voltar assim como eu…

E só tenho a agradecer por tudo que tenho aqui… até aqui Deus me deu uma ótima mãe e um atencioso pai.

Sinto conheço minha mãe daqui… o olhar dela é muito familiar…. Já tenho um carinho grande por eles.

Hoje eles me serviram panquecas no jantar… muito muito apimentada a carne moída, mas comi com prazer!

Second Day

6 jul

 04/07

Second Day

Hoje foi meu primeiro dia na escola, não dormi tão bem, mas nem senti sono ao longo do dia… Recebemos no primeiro dia de aula um belo café da manhã, com ovo, é claro, porque aqui tudo vai eggs… Depois é feita a prova de nível e não sei por que, mas cai no 2 (o listening era muito difícil, de muito mesmo, deixei mais da metade em branco….rs)

Depois da prova fomos dar uma passeio pelas ruas perto da escola para conhecermos as redondezas.

No almoço, estava com uma turma de brasileiros para encontrar um lugar para comer, isso é muito difícil aqui, porque a comida é bem apimentada, muito mesmo. Acabamos por comer num Mc daqui, o lanche é comestível.

Depois fomos até o mercado com Kelly and Jorge (my friends in Brazil) para que pudessemos ter uma comida mais brasileira… comprei xampu e condicionador africanos, uma fanta de abacaxi muito boa, kit kat que não tem no Brasil, feijão vermelho em lata e frango assado.

Fui para minha Host Family tomei banho e fui jantar na Republica onde Kelly e Jorge estão, porque lá tem acesso a internet, é pago, mas sai barato. Fiquei lá atualizando minha vida na internet, já que não havia nada p fazer… muito VENTO… Fortíssimo!

Comi uma comidinha mais brasileira e vim para a casa dormir!

O inglês vai ficando mais familiar… mas que eles tem um sotaque bem estranho isso tem…

The first day

4 jul

 03 de julho de 2011

      13:24 no Brasil e eu estou me preparando para dormir às 18:24. Acabou de escurecer e estou bem cansada da viagem… Porque não dormi direito.

      A viagem foi ótima, mas como nada é como nós esperamos tive um choque logo no avião. Indo para a África fiz amizades durante a viagem e estava na classe econômica. Conheci uma angolana, um moçambicano e uma brasileira que estava indo para a Angola encontrar com o namorado, o qual mora lá. Essa amizade rendeu várias conversas, pois tanto aquela quanto este estavam a passear pelo Brasil. E assim começou a troca de conhecimentos e informações… Jantamos a tagarelar e assim foi, até que a senhora que estava sentada a minha frente que parecia tão educada, me cutucou e falou:

  • Não sei para onde você vai e nem o que você faz e nem quero saber, vocês estão me atrapalhando.
  • Ok, Mil desculpas nem nos percebemos falando alto. (detalhe que isso era umas 9 da noite e a luz do avião ainda não tinha apagado)

      Os meus amigos estrangeiros acharam um exagero e fizeram algumas piadinhas, como “é hora de velho está na cama” e a risada fluiu. Mas ela (a senhora a minha frente) voltou a me cutucar e disse:

  • Olha como pobre se comporta! Esse é o problema da classe econômica. Só porque eu pedi para pararem com o barulho, agora eles vão continuar para provocar… Você é bonita, não faça amizade com gente desse nível. Sua pele é linda…
  • Ok, Desculpe-me.

      Silência para engolir esse preconceito… Infelizmente ainda temos pessoas que julgam outras pela cor. Que Deus tenha muita piedade, pois esse é um grande pecado.

      Mas de resto está tudo em paz… Minha família é muçulmana, muito atenciosos… E já comi churrasco na República que tem gente do mundo inteiro…. E lá fala-se português, inglês, espanhol… Fui muito bem recebida até agora em todos os lugares… Cape Down is beautiful! People is very nice, people is very friends!

 Nem acredito que estou na África!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

The Table Mountain

Quem deve discutir língua é linguista!

31 mai

Vamos ler e ler para não corrompermos ainda mais nossas mentes com discursos pagos, calculistas e ignorantes!

27/05/2011 – Fonte: Comunicação Artigo

O leitor me responda uma coisa: você já ouviu um biólogo dizer que uma maçã está errada? Já ouviu um astrônomo dizer que o Sol não existe? Mas certamente você já ouviu que determinada forma de falar está errada, ou não existe, mesmo que você já a tenha lido e ouvido milhões de vezes, da mesma forma que você já viu o Sol e uma maçã. O Sol e a maçã existem, mesmo que eu não goste deles. Então não tomo sol e como outras frutas, mas não posso condenar as pessoas que adoram se bronzear ou são fanáticas por maçãs! O mesmo se dá com os fatos linguísticos. “Nós pega o pexe” é um fato, goste dele ou não. Da mesma forma que os demais cientistas, um linguista jamais dirá que esse fato é errado ou feio. A imprensa brasileira fez, nesta última semana, verdadeiro estardalhaço a respeito do livro Por uma vida melhor, escrito pela professora Heloísa Ramos, e indicado pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Todos os grandes jornais e revistas que circulam pelo país se manifestaram veementemente contra o livro (e, por extensão, contra a equipe do MEC e o Ministro Fernando Hadad), abrindo espaço para o posicionamento de vários “especialistas”: membros da ABL, professores que ganham a vida ditando regrinhas na TV ou em colunas de jornais, autores de manuais de redação e estilo… Curiosamente, nenhum linguista foi chamado por esses mesmos canais de comunicação para dizer o que pensa. Sobre esse assunto, Marcos Bagno, um dos vários linguistas que não têm sequer uma linha de espaço na imprensa brasileira quando o assunto é justamente língua, escreveu um belo artigo em seu site (www.marcosbagno.com.br) que se inicia da seguinte maneira: “Para surpresa de ninguém, a coisa se repetiu. A grande imprensa brasileira mais uma vez exibiu sua ampla e larga ignorância a respeito do que se faz hoje no mundo acadêmico e no universo da educação no campo do ensino de língua.” O livro de Heloísa Ramos é um dos poucos que, de forma científica – e consequentemente isenta de preconceitos e de zombaria -, descreve uma forma de falar que permite aos alunos e alunas provenientes das “classes populares” se reconhecerem no material didático e perceberem que a maneira como falam não é errada ou feia, mas diferente daquilo que a tradição normativa tenta preservar a qualquer custo. Em nenhum momento a autora propõe que o estudante saia falando “nois pega o pexe” a torto e a direito. O que ela faz, com invejável lucidez, é defender o respeito á variedade linguística, deixando claro que o falante tem todo o direito de, conhecendo as várias formas de manifestação linguística, escolher aquela que ele achar adequada a determinada situação de fala, arcando com os julgamentos sociais que isso acarreta. Ela, assim como qualquer cientista da língua, jamais defendeu a ideia de que os usuários das variedades linguísticas estigmatizadas devam permanecer excluídos do acesso às variedades cultas; ao contrário, todos concordamos que a escola tem o dever de introduzir o estudante ao mundo da cultura letrada e dos discursos que essa cultura letrada aciona. A escola precisa ensinar aquilo que ele não sabe, mas não pode desprezar aquilo que ele conhece e, muitas vezes, prefere. É por essa razão que, apesar de eu não gostar, eu sei que Sol e maçãs fazem bem à saúde. Alguns cientistas, via escola, já me ensinaram isso. Então, quando eu preciso e quero tomar um pouco de sol ou comer maças, sei como, onde, quando e por que fazê-lo.

 Clarice Assalim é Doutora em Filologia e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo – USP. Docente nos cursos de graduação do Centro Universitário Fundação Santo André – Autora dos livros “Afinal, estamos de Acordo! – O (novo) Acordo Ortográfico”, e “A Leitura como Ofício – Volume I” e “A Leitura como Ofício – Volume II” pela editora Porto de Idéias.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.